Toni Erdmann

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Lá fui perder-me na sala do cinema. Toni Erdmann.

Ainda na bilheteira estava convencida que este filme tinha ganho o Óscar de melhor filme estrangeiro, mas não, foi O Apartamento, dizia-me com a assertividade habitual, a minha cúmplice da sétima arte.

Levava no espírito uma ideia, ia gostar de ver o filme.

Metáforas à parte, já não tenho grande paciência para as figuras de estilo, prefiro sentar-me a saborear o estilo da figura, Ines Conradi (Sandra Huller) e Winfried (Peter Simonischek) apresentam à bruta o contraste entre a besta e o bestial.

Trágico, confesso em Ruteoria, a atracção pela beleza do monstro.

Está tudo tão certo, para quem não cuida em ir ao Google, faço a devida chamada de atenção para Maren Aden, que co-produziu as mil e uma noites de Miguel Gomes.

Voltou e está perdoada.

Maren Aden, fez tudo para me fazer feliz, e conseguiu.

Filosofias à parte a felicidade está em viver a vida sem restrições de hipócritas moralidades.

Nesta verosimilhança senti-me traída pela utopia, afinal a realidade é o ideal que quero perseguir.

Nua.

É absurdo, mas afinal o falso é verdadeiro, o fingido genuíno, o disfarce, a mentira, a piada, o gesto, a traquinice, a ligeireza com que se põe e tira uma dentadura postiça, tudo são recursos humanos para as relações na vida.

Moral da história:

Qual moral?

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